segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Pause du Caffé III ("Outra Desform-Ode ao Amor")

ao meu amor

[Poesia pra começar o ano bem.]
(Os muitos pontos servem só pra fazer a diagramaçao do poema na pagina. Esse site nao aceita mais de 3 espaços seguidos..)


Bom Dia

Bom Dia
(em tom de desejo urgente
...............esperança
...............acreditar
...............achar que vai
...........................(vai do ir ser, de fatos, de acontecer))
Bom dia
Levanta dessa cama
E, como deveria ser todos os dias,
proposita Amar.
Ama.
Aceita
O erro, a pobreza, a ignorancia.
Levanta e proposita Amar.
Aprenda, receba, descubra
Que Amar nao é palavra.
(''Palavra é casca'' disse Lahiri Mahasaya.)
eu te amo não é Amar.
Bom dia
Acredita
Levanta
Proposita
Aprende
E comece só o que vale.
Viva sob o signo do que é teu
E
Viva,
Vivencie o Amor
Vivencie o Amor
Vivencie o Amor
Vivencie
o
Amor.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

1a Grande Não-Ode Ode Surrealista ao Amor

ao meu amor

[Eis outro texto antigo(porém atualissimo) que está sendo postado para não se perder no tempo.
Por Amor às palavras e ao Amor.]

"Vômito de palavras no melhor estilo surrealista. Sem introdução, sem ordem, sem nada.1o Texto de B Mosqueira a B.R. :
-Tudo Passaráda:
A melhor definição de "ver passarinho verde": É, ao avistar as asas de um anjinho, extasiar-se do que passarinha e sua rolinha.
(não resisti: Alegria é quebrar muitos ovos. Felicidade é nascer um pinto.
(sem contexto, mas veio bonito.)
Só se escreve sobre paixão quando se está apaixonado. Sorte -muita sorte- dos poetas mortos. E vivo.
-Paixão:
Paixão é sentir seu peso em cima de mim. Sentir cada detalhe, cada estrutura; é sentir seu peso sobre mim, deformando a minha alma.
Paixão é sentir a pele queimar de frio no incêndio entre o infinito e o infinito.
Paixão é sentir no rosto o vento trancendente da revoada de cupidos assustados com meu gozo.
Paixão é sentir arder nos olhos o brilho úmido e fumegante que só mártires e apaixoandos.
Paixão é sentir poder ser o maior dos deuses, mas, por bruto puro amor à humanidade (e à divindade) continuar sendo apenas o maior dos humanos.
Paixão é sentir no Éter interno a euforia só digna da esperança do Amor eterno.
Paixão é sentir os dedos serem sem sentido se não te sentem.
Paixão é sentir-se batizado na Igreja da Primeira Pessoa do Plural a cada pingo de suor que cai no rosto.
Paixão é sentir que não se deve acreditar em conceitos burgueses, inventados, irreais e selvagens, como a "semana que vem", o "amanhã", o "daqui a pouco", o "depois".
Paixão é sentir, a cada beijo, desabrochar na cabeça uma orquídea(das maiores e mais púrpuras); E, depois de uma noite eterna, senti-las brincando, em harmonia, seu carnaval.
Paixão é sentir muito longe quando longe e muito dentro quando perto.
Paixão é não sentir a hora de cessar um monotema.
Paixão é sentir necessidade de dividir em núvens o dinossauro cor-de-rosa que está dentro de nós. E, por isso, escrevi isso tudo. Que não está bom. Mas é:
Paixão.Beijos, É teu.
B Mosqueira"

Pause-du-Caffé II

Ao meu amor

[Pause du Caffé agora para um texto antigo (que nem sei se bom), mas que se perderia se não postado.

Só pelo Amor as palavras.]





Re-Flicts ou A Des-Essência

A confusão nasce no mundo real da mente como um pequeno rato no mundo da ilusão material. Rápido. E facilmente.
E assim aconteceu. Dormi e sonhei com cores. Sem formas e até mesmo sem cores! Apenas com conceitos de cores.
Pronto. Já se foi a gestação.
Acordei, e o vazio de emoção frígido no qual minha cabeça havia dormido se preencheu: parte pela dor que latejava e parte por devaneios saborosos de cores/não-cores/conceitos-de-cores.
E, entre longas piscadas de quem acordou há 2 minutos e grandes goles de um super-doce café com leite, eu me afundava no bizarro arco-íris mental e acreditava cada vez mais que somos seres sós. Em sociedade. Mas sós. Mais do que sós: Seres Únicos. Diferentes.
Crescemos com a idéia de que somos iguais. De que tudo para nós é para próximo igual. Que todos têm mamãe e papai. Que todos têm 2 olhos, 2 ouvidos, boca, nariz etc. Enfim, crescemos acreditando que existe um padrão super-estável que nos é essencial, que nos une. E faz parte desse padrão, dessa definição de "essência humana", o fato de que temos 5 sentidos e de que todos os percebemos da mesma forma.

Dessa maneira, todos veríamos, do mesmo modo, o Vermelho vermelho, o Azul azul, o Verde verde e o Rosa rosa.
Mas é loucura! Quem disse que o meu Vermelho é o seu vermelho? Vermelho é a cor do tomate, da maça, do coração, do Mcdonald's! Mas quem disse que o Meu Vermelho é o mesmo Seu Vermelho? O Meu pode ser Verde! Ou até mesmo o Flicts de Ziraldo! Eu aprendi que o nome do que vejo flicts(como morango, sangue, cereja) é vermelho, mas eu os vejo Flicts! Eu afirmo: o Meu Vermelho é Flicts. E como me provaria o contrario?
E, pior! Sob o mesmo raciocínio, o meu limão é salgado e meu açúcar é azedo! Aliás(!!!), sob o mesmo raciocínio, um sabor pode me ser amarelo, um som áspero, uma textura grave, uma cor macia. Posso VER o gosto do que comes. Posso ESCUTAR o quadro que vês.
(...)
-
(...)
O dia passou e eu louco: divagando na recém-nascida confusão e mal escrevendo mal os 8 parágrafos que cheiras nessa pagina.
E, então, entre duros goles de cerveja quente e longas piscadas de quem vai dormir em 2 minutos, percebo que de tão diferentes, de tão perdidos, de tão sós em nossas loucuras, somos iguais. Seres Humanos: Essencialmente iguais por potencial diferente essência.

1o Conto Não-Ode Ode ao Amor

Ao meu amor

Sentado no quarto escuro.
Iluminado pela única fraca luminária do ambiente que pende do teto sobre a mesa. Ele de costas pra porta fechada. No lado de fora, tiros. Tiros, tiros e mais tiros. A guerra consome tudo. E a guerra era por ele. Ele era o alvo de toda essa gente enlouquecida.
Na penumbra do canto, Dinah Washington e Dexter Gordon se revezam entre "Blue gardenia"s e "But not for me"s. Lá fora, bombas de nêutrons, gás mostarda, grito, choro.
Sentado no quarto escuro.
Seus olhos fitavam o papel. Ele lia. Ele tinha de ler! Ele lia. Com rapidez, como um maquina eficiente, ele lia, Virava páginas e mais páginas, Dinah gritava, Tudo explodia, Ele anotava e virava páginas.
Horas...horas..HORAS(!) com aquele monte de papel na frente dele. Ele ainda lia, ainda escrevia. Mas agora seu ritmo diminuíra. Ele sabia bem o que acontecia. Seu sangue secava. Seu coração parava. Morria.
A música cessara. Só o som dos tiros, dos gritos, das bombas, das janelas quebrando e das portas batendo corriam pelo ar sujo que parecia rarefazer a cada segundo.
Ele tinha de ler, ele queria viver apesar de quase todo mundo, de quase toda a realidade, ir contra ele. E ele morria. O sangue virava pó, o coração um paralelepípedo maltratado de uma rua pobre. O sol de certo que não brilhava mais lá fora. O frio era insuportável.
Mas ele sabia do que precisava.
Entao levantou. Foi até o limite da luz, de modo que mal se via seu braço esticado pegando a velha carteira preta sobre a cômoda.
Sentado no quarto escuro, abriu sua carteira e, com os dedos da mão direita procurou algo lá no fundo. Encontrou. Por instantes, se fez no rosto dele uma expressão estranha de salvação e graça.
Tirou da carteira. Do pequeno objeto que cabia entre o polegar e o indicador, surgiu uma grande luz: A Grande Luz. O quarto ficou todo iluminado, o mundo ficou todo iluminado. O Universo era um grande espaço sem matéria todo branco, todo luz. Nada além dele e do objeto sob seu olhar hipnotizado. Ele respirava fundo, seu corpo quente, coração batendo gostoso. (Se ainda guerreavam, não se escutava, ele não se importava.)
Guardou.
Sentado no quarto escuro, de costas pra porta, iluminado pela mesma fraca luminária, ele lia. Lia, mas agora expunha no seu rosto o enorme, confortável, enérgico e contagiante sorriso que lhe é específico pelo sentimento ao qual o objeto lhe remete. E ele lê. Feliz, lê. E vive.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

3ª Não-Ode Ode ao Amor

Ao meu amor

Do Humor, sua origem, sua importância:
Começa-se definindo o Humor.
Humor é a capacidade estritamente pessoal de achar graça e divertimento naquilo que se faz no em torno.
Ou seja, é um poder único de encontrar graça em qualquer coisa da vida.
Graça? O que é Graça?
Graça é a essência daquilo que diverte, que inspira, que torna alegre, feliz. Vocábulo originado de um dos principais conceitos teológicos dessa nossa sociedade judaico-cristã: é o modo pelo qual Deus se revela a nós, concedendo-nos as condições de existir. É o principio sobrenatural (que depende da existência de um receptor/analista) pelo qual se participa da natureza divina.
Então, “Achar Graça” em algo é “Achar o Divino” em algo. Sabendo-se que tudo, independente do que seja, tem a tal “Essência Divina”, é possível achar Graça em qualquer coisa!
Questão de costume e prática, exercício.
E as bases dessa idéia não são tão novas assim. No glorioso Século de Péricles, Platão(”revisto” por Plotino) tinha como principal estrutura de sua Filosofia o conceito do “Mundo das Idéias”. Este seria como um grande conjunto dos conceitos perfeitos. Lá estariam a mesa perfeita, a caneta perfeita, o papel perfeito, o cachorro perfeito, etc. O Bem(indescritível e única vivência mista de paz, prazer, felicidade, alegria e mais) é alcançado ao tangenciar o tal “Mundo das Idéias”: ao apreciar o belo(pois o belo é a aproximação ao perfeito). O belo pode ser uma boa música, um bonito afresco, uma linda escultura, uma boa peça de teatro ou até mesmo um belo corpo.
E é exatamente isso o Humor: gozar-se Bem por perceber a graciosidade (a essência divina) nas coisas.
...
E não é isso o Amar?

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Pause-du-caffé

ao meu amor

[Pausa nas Não-Odes Odes.
Franceses chamariam isso de "pause-du-caffé".
(franceses relacionam tudo ao tal caffé..)
Pause-du-caffé para uma poesia.
Poesia sim.
Porque (quase) ninguem é de ferro..]


Ninho

Oi
Nos chegamos
Um beijo
Hum
O tempo pára.
O tempo voa...
E os pássaros que parados
E os pássaros que calados
Agora voam
Agora cantam
E voando cantam
E cantando voam
Com as penosas almas
Com sua mais pura natureza...
Eles cantam...
E eles voam...
como nunca antes
Como nunca mais...
E nos encantam
Nos sobrevoam
Como se nada tivesse a ver
Como se nada houvesse a fazer
Se não voar
Senão cantar
Sobre nossas cabeças
Sobre o nosso amor...
E voam sobre o nosso canto de amar
E cantam sobre o nosso vôo de amar
Hum
Dá um beijo
E nos vamos
Tchau
...
...
E os pássaros que voavam
E os pássaros que cantavam
Agora parados
Agora calados
E até o tempo que parava
E até o tempo que voava
Já não pára...
Já não voa.

1ª Não-Ode Ode ao amor (2ª parte)

Ao meu amor

De Deus, Sua Existência, nossa essência:
Em sua obra-prima, a “Suma Teológica”, Tomás de Aquino (ele, mais uma vez) se utilizou de 5 demonstrações a priori para provar a existência de Deus. Na 1ª e mais simples e famosa delas, ele diz “algumas coisas se movem (...) tudo que se move é movido por outro (...) é necessário um primeiro motor, não movido por nenhum outro; e é precisamente este que todos entendem como Deus”.
Mesmo acreditando muito na minha mediocridade perante o santo e gênio Tomás (o que teoricamente teria de me dar humildade e consciência suficientes para não ter a presunção de poder criticar alguma mínima vírgula do trabalho dele), achei um “errinho” nesse trecho dele: não são “algumas” coisas que se movem; TODAS as coisas estão em movimento. E Podemos comprovar isso de duas formas: cosmologicamente (alegando que todas as coisas estão em movimento em relação ao Universo), ou quimicamente (alegando que os átomos que tudo compõem só estão completamente parados na temperatura de Zero Kelvin, nunca presenciada). Então, TODOS temos como origem o tal Motor Imóvel.
Pronto. Eis a prova da existência de uma origem comum a todos através da lógica.
Podemos provar por outro método não-falacioso muito conhecido da filosofia e da teoria cientifica: a analogia de proporcionalidade.
Sabe-se que o átomo é formado por quarks(ou, segundo os mais modernos, supercordas) e que todas essas pequenas partes têm como origem a mesma bola louca de massa concentrada(ou, segundo os mais modernos, o mesmo choque de giga membranas “paralelas” universais). Desse modo, todos os quarks(ou supercordas) e, por conseqüência, todos os átomos têm a mesma essência. Então, como tudo(que de fato é) é formado de átomos, tudo tem a mesma essência. Humanos, não-humanos, vivos e não-vivos, todos somos portadores da mesma essência.
Certo?
Falta agora saber de que não-material é feito esse Motor.

segunda-feira, 25 de junho de 2007

1a Não-ode Ode ao Amor

ao meu amor



De Deus, Sua origem e sua experiência:
No início, nada havia. Do nada, um Deus (com forma e modos de um grande homem) decide criar tudo. Espaço, Luz, Vida. O tudo criado ganha, então, movimento próprio, podendo , agora, seguir seu caminho até a criação do Universo em que vivemos.
x
No início, nada havia. Do nada, uma grande mulher surge no vazio e, com ela, um quarto de quartzo branco. Da grande e bela moça, surge um cigarro e um banquinho. De seus pensamentos (e de seu corpo) ao pitar o cigarro, sentada no banquinho, nascem todas as “mães” das coisas do Universo em que vivemos.
X
No início, nada havia. Do nada, fez a si mesmo um deus supremo que logo se pôs (em 13 etapas) a construir as bases do Universo. Esses 13 elementos gerados se combinaram em harmonia de modo a criar o princípio do Universo em que vivemos.
X
No início, nada havia. Do nada, uma bola de energia surge sem dimensões analisáveis e explode jogando fragmentos de massa para todos os lados. Fragmentos esses que se associaram e dissociaram livremente de modo a criar o Universo em que vivemos.
X
X
X
Não importa se é a teoria da “Gênese Judaico-Cristã” (quase idêntica à dos sumários e babilônios), ou se a teoria da “Avó-de-Todos”(ou da “Não-Criada”) do povo Dessâna da Amazônia Setentrional, ou se a teoria dos “Mundos e Eras do deus uno Hunabku” dos Maias.
Não importa se gregos, japoneses, esquimós, ou hutus. Não importa. Todas as teorias de criação de mundo (pela religião ou pela ciência) têm algo como sendo a origem em comum de todas as coisas.
Não importa se é um deus, um objeto, um conceito, uma bola louca. Tudo e todos temos algo em comum.
Filosoficamente, o ente (indivíduo) é combinação de matéria e forma, essência e ser. Desse modo, existe essência “impregnada” a toda e qualquer parte de matéria.
Por todas as teorias (e ratificado pela metafísica) viemos todos da mesma matéria(moléculas, átomos e supercordas estudados pela Física) e da mesma essência.
Essência essa que tem nomes e nomes e nomes e nomes. Jeová, Alá, YebáBurô(a “Avó-de-Todos”), Hunabku(o deus inicial dos Maias), Big-Bang, etc. Mas o que são todos esses? O que é isso que nos une a todos?
Primeiramente, tentemos provar, também pela lógica, a existência dessa essência única. E tentemos, assim, descobrir respostas.

sábado, 16 de junho de 2007

Pré-texto: Ame!

ao meu amor.

Muito já se escreveu para exaltar o Amor. Tanto em verso quanto em prosa. Essas são as não-odes que funcionam como odes ao Amor. Aqui nesse projeto estarão as NOVAS não-odes odes ao Amor.
Homero, Platão, Spenser, Shakespeare, Victor Hugo, Flaubert, de Alencar, Lispector. Todos grandes “amorólogos” de seus espaços e tempos, com seus estilos e visões.
Obviamente, não sou suficientemente esquizofrênico pra me comparar a algum deles. Mas espero com esses textos ao menos incentivar uma sociedade que se fechou tanto no (super-)individualismo que não se lembra mais de amar.
Se esses textos fizerem ao menos UM humano não se esquecer de seu Amor, o autor fica feliz e realizado.

Ame.

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Introduçao safada à nova investida de B Mosqueira influenciada pelo Meio e pelos últimos e pelos próximos acontecimentos

ao meu amor.


Odes mesmo são ODES. Versos para cantar/exaltar algo em específico. Mas sempre no velho estilo grego clássico: prezando pela beleza geométrica.
Particularmente, não sou de fazer odes. Não tenho facilidade de escrever versos milimetricamente metrificados. Talvez por eu ter a necessidade de enxergar meu rosto no meu trabalho, por precisar sentir a minha verdade, a minha marca, no que faço.
E só poucos iluminados deuses do Olimpo sabem o que não já foi feito para se colocar de Bulas Papais a receitas de bolo de abacaxi em versos decassílabos, em estrofes de perfeita simetria.
EU não consigo. I'm so sorry. Incompetência, impaciência, ou apenas, incompatibilidade. Mas EU não consigo.
Mesmo assim, acredito na importante e suprema necessidade de se exaltar aquilo que rege o Universo: essa força expansora, organizadora, assustadora, e acolhedora chamada pela maioria de nós por "Amor".

Nada merece mais ser enaltecido do que o Amor(seja lá o que for efetivamente essa entidade universal).
Infelizmente, desse emaranhado de neurônios não saem Odes. Mas tentarei dar meu jeito.
Declaro aberta, então, a nova fase de criação tendo como título:


"As novas não-odes odes ao Amor"


(by B Mosqueira)