ao meu amor
Quando eu era bem pequeno, aprendi na escola "as raças". (Que absurdo ensinarem às crianças que as pessoas são divididas em raças! As crianças não nascem se agregando ou segregando pela cor da pele.) Então, eu, Bernardo Mosqueira, chego em casa e digo "eu sou mulato".. Filho de pai branco com mãe branca com 7 bisavós europeus e uma bisavó cabocla do norte de Minas, tive as respostas mais agressivas, chocantes, violentas e inexplicáveis a uma criança de 5 6 anos. Lembro perfeitamente de estar sentado quietinho em frente a um quadro do Véu de Verônica na sala de minha avó e essa, que sempre foi o maior amor, se exaltou pela primeira vez: "Você não é mulato! Você é branco! Sua família é de brancos! Não deixe ninguém dizer que você é nada além de branco!"
Bom. Eu cresço, continuo amando e convivendo com meus avós e pais brancos, mas a cada dia que passa eu quero cada vez mais ser mais mulato mestiço misturado café-com-leite pardo do que branco. A cada dia que passa eu quero cada vez mais ser mais Humano do que branco.
In MC we trust (por 7A)
Há 15 anos
Nenhum comentário:
Postar um comentário